The Office chega ao fim.

Eu sei que é quase um cliché dizer que o original (a versão britânica protagonizada por Ricky Gervais) é melhor que a versão norte-americana. Mas a verdade é que é mesmo. O sucesso da adaptação nos Estados Unidos é, por paradoxal que pareça, uma das razões para não atingir a qualidade do original. Nove temporadas da coisa (a nona e última estreou esta quinta-feira) é coisa para cansar. Por alguma razão Ricky Gervais apenas assinou duas temporadas da versão original e mais um par de especiais de Natal. Depois fechou a torneira e partiu para outra, para Extras, mais concretamente. 


As nove temporadas do The Office norte-americano (e restantes adaptações da série noutros países) serviram para engordar a conta do Sr. Gervais de modo a garantir-lhe que poderia passar o resto da vida a fazer aquilo que bem quiser. Felizmente, ele quer continuar a criar novos formatos como Life's Too Short.

Esta última temporada também não contará com a personagem "Michael Scott" interpretado por Steve Carell, que abandonou a série na sétima temporada. É muito raro uma série perder uma das suas personagens principais, ainda para mais com o carisma e talento que Carell punha em Scott, e sobreviver muito mais tempo. Por aqui se vê a qualidade de The Office que ainda aguentou mais duas temporadas (a oitava e a nona que estreou) no ar com este "buraco" enorme no universo da série.

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