Chill out, mates.

Já há algum tempo que queria escrever sobre isto mas fui adiando porque whatever.

Confesso que não consigo perceber a relação directa entre o tal filme que goza com o profeta Maomé e a violência dos protestos e confrontos que se deram em alguns países árabes e que já resultaram em mortes.

Muçulmanos descontentes com a cotação do filme no IMDB.
Não percebo mesmo. Será que essa malta que andou a atacar embaixadas por aí já visionou o filme? Viram? E que tal? Chamam mesmo aquilo filme? Há vídeos caseiros de pessoas a caírem de cadeiras que têm mais cuidado na produção do que neste filme. Aliás, dói-me qualquer coisa quando leio em diversas notícias, os órgãos de comunicação social a referirem-se ao autor do filme como... cineasta. A sério? Cineasta? Se filmar o cachorro da família a copular com um tapete, editar, acrescentar uns efeitos especiais básicos e o lançar nalgumas salas (ah ah, gostava de ver em que salas conseguiria passar isto, acho que ia directo para o mercado do DVD), será que já me posso intitular cineasta?

O filme é uma coisa tão amadora que nem devia ser chamado de... filme. Não compreendo como os muçulmanos podem dar tanta importância a uma merda (que é verdadeiramente o que aquilo é) feita por um nabo qualquer nos Estados Unidos. Razões para estarem lixados tinham os judeus quando o Mel Gibson se lembrou de rodar "A Paixão de Cristo" que é um filme do ponto de vista conceptual muito bem feito, mas não me recordo de ver judeus a atirarem pedras à casa do Mel Gibson (bem, parece que o castigaram de outra forma, protagonizando filmes da Jodie Foster e contracenando com castores... de peluche.)

É que isto não vem a ajudar em nada a imagem dos muçulmanos no Ocidente. Então quando aquilo que recebemos nos nossos media são imagens de malta a atacar embaixadas... Já há uns anos foi por causa de umas caricaturas. Foi o "ai Jesus!" (perdoem-me o emprego da expressão, claramente, religiosamente tendenciosa, mas foi o que estava agora aqui mais à mão) com incidentes do mesmo género porque um jornal decidiu publicar umas imagens que satirizavam o profeta da religião muçulmana.

A minha dúvida agora é: não existe sentido de humor entre os muçulmanos? Todos os assuntos referentes à religião são absolutamente sagrados? É que entre os cristãos já nos habituámos a gozar com  a nossa religião. E bem. Até em Portugal, onde somos uns atrasados em quase tudo tivémos direito a um sketch sobre a Última Ceia e não foi por isso que os portugueses ofendidos saíram a correr das suas casas para atirarem pedras à Embaixada Britânica por o humor britânico ter influenciado os autores do sketch.

Faz-me, honestamente, confusão todo o "estrilho" (saudades desta palavra dos 90's) em torno de uma idiotice. Ainda para mais quando já se perderam vidas humanas. É pá, respondam à altura. Façam os vossos próprios filmes a gozar connosco. Será sempre muito mais interessante.

Enquanto isso, fica este conselho que me parece bastante pertinente...


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