Esta coisa dos funerais está toda errada.

Esta semana faleceu a mãe de um amigo meu. Bem, não é um amigo muito próximo. Seguimos caminhos diferentes desde o final da nossa vida académica em Coimbra, o que fez com que o contacto fosse cada vez menos regular. Mas não me esqueço das longas viagens de carro entre Bragança e Coimbra e vice-versa. Há malta com quem temos uma empatia natural que não se consegue explicar. Eu e o Pedro temos aquela empatia que nos permite ter uma conversa disparata durante horas sem nenhum se desmanchar, seja qual for a enormidade que o outro disse.

Mas a mãe dele faleceu esta semana. É complicado, é triste, é muito fodido. Decidi marcar presença no velório, mas não assistir ao funeral. Não lido bem com cerimónias deste tipo e acho que deveriam ser o mais privadas possível. Apenas os familiares e amigos mais próximos. É horrível estar ali durante horas a receber os pêsames de pessoas que não conhecemos de lado nenhum e que nem sequer teriam grande relação com o falecido. É um arrastar da dor que não ajuda em nada. Sei isto porque passei pelo mesmo há poucos meses. 

Por isso mesmo, fui lá, dei um abraço forte ao Pedro e vim-me embora para deixar a família chorar a sua perda em paz. E é assim que devia ser.

Comentários

Mensagens populares