Nunca andar com mulheres extremamente vistosas

Entra-se num café com uma amiga muito bonita e vistosa. Ela senta-se à mesa, eu vou ao balcão pedir. Ao balcão, dizem-me que me posso sentar que vai lá o empregado de mesa ("É para isso que lhe pago, né?" atira-me o dono do lado de lá do balcão). Viro-me para a mesa e constato que, de facto, já lá está o empregado de mesa a produzir doses industriais de baba, enquanto deve fazer um esforço sobre-humano para processar mentalmente o pedido da minha amiga. Sento-me à mesa. Está o caldo entornado. Faço um esforço para conseguir fazer o meu pedido já que a atenção mantém-se quase toda na minha amiga e eu, naquele momento, sou o cabrão filho da puta cheio de sorte que o sorriso amarelo dele me chama. Lá se arrasta para o balcão para fazer o pedido, não sem antes esbarrar numa cadeira.

Estamos à conversa, sentados à mesa, mas sinto aquilo que uma lebre deve sentir quando tem cravado na nuca o olhar predador de uma qualquer ave de rapina. Evidentemente, olho para lá e pimba. Estou a ser assassinado por um olhar matador de um empregado de mesa. Sendo que a verdade é que não somos namorados, logo não reproduzimos comportamentos de namorados. O falcão do empregado de mesa faz jus à inteligência características dessas aves e topou esse facto. Não é namorado.

Aterra na mesa com os pedidos e olhar predador, mas desta vez com a minha amiga como presa. Bem, whateva, já estou habituado a situações deste género, por isso concentrei-me no meu lanche... que não era o que eu tinha pedido. Vários "Olhe, se faz favor!" falhados depois, lá me levantei e fui até ao balcão com o pedido. "Oiça, devia pagar melhor ao seu funcionário!". De lá, vem o esperado "Atão porquê?". "A ver se se concentra em fazer aquilo para que lhe paga. Agora dê-me lá a porcaria do croissant e do galão!".

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