That's what friends are for


Acho que toda a gente já teve isto. Conhecer aquela pessoa e ter a perfeita sensação de que ela pode ser a tal ou é mesmo a tal. Sabemos que se acontecesse alguma coisa seria óptimo. Não, seria mesmo excelente. Mas, e nestes casos há sempre um “mas” fatal, há algo que nos impede que esse pensamento passe para o campo da realidade, que se concretize. Ou essa pessoa já tem alguém, ou não nos liga nenhuma ou, ainda, está longe de nós. É complicado, claro que é. Principalmente quando ficamos ali com os “what if” a ecoar-nos na cabeça. Mas, pessoalmente, acredito que há casos destes que devemos mesmo mantê-los assim. No nosso pensamento. Na nossa imaginação. Até porque provavelmente a concretizarem-se, nunca se concretizariam como nós imaginámos. A pessoa não seria como idealizámos, não seria tudo às mil maravilhas como julgamos. Mais vale deixa-la partir. Seguir com a sua vida.

Parei este texto para atender a chamada de um amigo. Contei-lhe por alto o que estava a escrever. Ele arrumou-me com um “És mesmo atrasado mental! Gostas dela, não gostas? Estás à espera do quê, caralho? Faz-te à vida, foda-se e deixa-te de merdas!”.

E é isto. Nada como um amigo para nos arruinar um texto. Mas também trazer-nos de volta à realidade.