Nunca acreditem...

... ou confiem naquela malta que está sempre mal. "Epá, isto anda mesmo mal." ou "Se soubesses a minha vida." são das suas afirmações favoritas. Em 90% dos casos é pessoal que se queixa... sem razão. Isto é, segundo eles, as coisas (para eles) não estão bem. Mas, se estivermos a par da vida dessa pessoa e prestarmos um pouco de atenção aos seus comportamentos, começamos a perceber que talvez o cenário não seja tão negro como o pintam. Jantares e saídas com amigos, os passeios ao fim-de-semana, a compra deste ou daquele gadget, etc. Estas pessoas, por norma, não estão verdadeiramente mal, não se privam de grande coisa. Até porque quem está mal, tende a não andar por aí a queixar-se aos sete ventos. Eu não me queixo (não é que esteja mal ou bem. Simplesmente não ando a espalhar como estou). Para quê? São os outros que vão resolver os meus problemas? Não. Então porquê andar a massacrar terceiros?

Já me tentaram explicar que esta atitude é também uma forma de defesa. Que é preferível dizer que se anda mal, pois assim afastam-se eventuais invejas. Dizem-me "um gajo não pode mostrar que está bem que aparece logo alguém a querer-te mal". Acho que não faz sentido. Não há porque fazer alarido se estamos bem ou mal. É preferível dar uma daquelas respostas evasivas, do género, "Olha, vai-se andando", as quais têm o condão de irritar muito boa gente.