Enterrem-no de vez...

Hoje descobri que o "Top+" ainda existe na grelha da RTP1. Mas, assistir ao programa é uma experiência só comparável a espetar agulhas nas palmas das mãos. E vai daí, espetar agulhas nas palmas das mãos é capaz de ser mais estimulante.

Durante os dez minutos que assisti ao programa vi videoclips de música pimba onde entrava um anão, músicas infantis com nova "roupagem" (se as nossas crianças ouvem aquilo lamento dizer isto, mas este país não tem futuro. Em 2087 vamos desaparecer para nos transformarmos numa província espanhola), músicas "românticas" (que escorriam hectolitros de azeite) e músicas que mais ninguém ouve.

Saudades dos bons velhos tempos em que se assistia ao "Top+" porque sabíamos que era ali que podíamos ver o novo videoclip (e a respectiva música, claro) do nosso músico favorito. Agora, nem um videoclip completo transmitem.

Se é verdade que os norte-americanos utilizavam músicas dos Metallica para "torturar" os prisioneiros é porque certamente nunca ouviram falar do "Top+". Aliás, (como é habitual) fizeram tudo ao contrário, em vez de colocarem os presos a ouvir alguma da melhor música heavy metal da História, colocassem-nos a ver e ouvir o "Top+" que mais depressa conseguiriam as tão desejadas confissões.

O programa está como o Camilo de Oliveira. Morreu, mas ninguém se deu ao trabalho de o avisar.