Ciúmes - parte II

Depois do que escrevi ali mais abaixo sobre ciúmes levei com um coro de protestos (cerca de três pessoas… O que, tecnicamente, já é um coro.), pois defendiam que não é obrigatório sentir ciúmes para amar alguém. Ok. Têm razão. Se eles/elas pensam assim, tudo bem. Cada um sabe de si. O que eu escrevi no post foi só a minha opinião pessoal. Não sou extremista e aceito outros pontos de vista sobre a matéria, quando justificados correctamente.

Agora, que mantenho a minha opinião, mantenho. Acho mesmo que o ciúme é um dos elementos necessários a uma relação. Não falo, obviamente, de ciúmes doentios, patológicos. Isso é um caso extremo que, por norma, acaba em desgraça e nas páginas do Correio da Manhã. Falo de ciúmes “naturais” (se é que lhe podemos atribuir essa classificação. O que é isso de “natural”?), aqueles que devem estar sempre presentes. Eu entendo que a presença de ciúmes numa relação revela que, na sua forma mais básica, existem sentimentos pela pessoa que temos ao nosso lado. Sempre que oiço alguém a afirmar, quase como se se estivesse a gabar do feito, de que não sente ciúmes da pessoa que tem ao lado, ocorrem-me logo duas possibilidades: a primeira é de que mente com quantos dentes tem na boca, a segunda é de que, pura e simplesmente, não sente nada pelo companheiro(a) e anda ali “enconado(a)” (leia-se, conformado. “Enconado” é uma bonita expressão, pouco utilizada, mas da qual sou fervoroso adepto. Mais até do que da Selecção).

Eu, honestamente, vejo isto como uma coisa bem simples e fácil de perceber. Não é novidade nenhuma. Sei que existe pelo menos mais uma pessoa (!) que pensa assim como eu. Mas pelas reacções que tive (e que vou ter agora depois deste post) parece-me que não vêem as coisas desta forma, tão literal.