Typing

Por estes dias estava refastelado a ver um episódio de uma das minhas séries favoritas, "Californication" (digam o que disserem é das séries mais interessantes dos últimos tempos. Com diálogos corrosivos, brilhantemente escrita e filmada. Além do bom gosto na escolha da banda sonora. Pois... sou mesmo fã inveterado de Hank Moody e das suas tiradas...), e despertou-me a atenção o facto da personagem principal (um escritor) estar a escrever o seu livro numa máquina de escrever.

Fez-me recordar a minha velha máquina de escrever. Não sou propriamente do seu tempo. Já faço parte da geração do pc e dessa ferramenta que tornou obsoleta a máquina de escrever, de seu nome "Word". Mas apesar de ter o computador lembro-me de passar muitas horas a escrever à máquina, a passar textos para trabalhos escolares e a passar para o papel várias ideias.

Chamem-me antiquado, mas para mim tem uma certa magia escrever à máquina. O som próprio de escrever um texto. Há algo de romântico no gesto. Tenho pena de não ter uma máquina. Acho que é bem mais inspirador. O ecrã branco do computador consegue ser bastante enervante quando não há uma única ideia que salte cá para fora. E o cursor do Word a piscar ainda ajuda menos.

O que eu não dava para voltar a ter uma máquina de escrever. Num mundo digital há coisas que não deviam ter saído do analógico.