Despedidas de solteiro

Este fim-de-semana tenho uma despedida de solteiro. Honestamente, nunca achei grande piada a este tipo de evento. Talvez porque as poucas a que fui não foram nada de especial. Não foram como nos filmes. Nada de Las Vegas, nada de limusines, nada de garrafas de champanhe na mão. Houve outras macacadas, é certo, mas nada que me faça andar feliz da vida por ir a uma despedida de solteiro.


Normalmente come-se (comida), bebe-se, come-se mais, bebe-se outra vez, contam-se piadas e estórias parvas, bebe-se mais um pouco, alguém aparece com uma pobre coitada de uma boneca insuflável, atirando-a para cima do noivo (o preço das strippers anda uma coisa que não se pode, confidenciou-me mais tarde um dos organizadores…), volta-se a beber, contam-se piadas e estórias sobre mulheres, continua-se a beber e contam-se mais estórias de mulheres sempre com o cuidado de não nos descairmos com nenhuma em que entre a noiva (o que após uns litros de álcool no bucho é cada vez mais difícil…). Enfim, é moderadamente giro.


No entanto, tenho cá para mim que tinha bastante mais piada fazer uma despedida de solteiro conjunta. Isto é, o noivo e os amigos com a noiva e as amigas. Ainda tentei sugerir, muito de mansinho, algo assim do género, mas devolveram-me olhares onde claramente se lia “Tás parvo ou quê? Misturarmo-nos com as mulheres?!”. É que, para mim, é bem mais interessante estar num sítio onde haja mulheres, conhecidas e desconhecidas. Parece-me mais agradável do que estar rodeado de “bombeiros”, se é que me entendem. Não percebo qual o mal. E, afinal, sempre se conhecem mais mulheres. Não é o que um homem quer?


Não faço ideia se me irei casar, mas no que toca à despedida de solteiro há-de lá estar o raio da noiva e as amigas, bem como os meus amigos. Para verem, seus cães, como eu penso em vocês!

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