Fins do mundo

Nos últimos tempos tive oportunidade (sorte?) de conhecer alguns “fins do mundo” da região transmontana (como eu, carinhosamente, apelido as vilas do nordeste transmontano)… e serviu para perceber algumas coisas.

Desde os acessos, passando pela ausência de bens básicos (refiro-me a coisas como cultura, por exemplo. Não fiquem a pensar que a electricidade e o saneamento básico não existe em todo o distrito, ideia esta que muitos mentecaptos da capital insistem em passar.) até à mentalidade “provinciana” (esta, acreditem, é bem real) é, direi mesmo, fantástico como existem regiões em que o tempo parece não avançar.

A mim faz-me uma tremenda confusão. Mas eu não sou daqui, não nasci nem cresci aqui. Quer dizer, pode-se dizer que cresci aqui quatro anos da minha vida, felizmente insuficientes para causar qualquer impacto em mim. Retomando… não cresci aqui e faz-me confusão coisas que vejo e oiço. Mas, pelo que tenho vindo a perceber, os próprios transmontanos (alguns… melhor será dizer, os que saíram de Trás-os-Montes) mostram-se desagradados com o ruma da sua região natal. A questão é: será que têm força de vontade para mudar o status quo? (o latim dá sempre aquele toque…)

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