P(artido) S(em) D(ono)

Ora bem… e hoje lá conheci essa “personagem” da política nacional, Pedro Santana Lopes. E que dizer dele? (fazendo a análise a cada um dos candidatos como prometi, exceptuando o Patinha Antão)

Bem, é difícil não simpatizar com ele. O homem tem carisma e consegue cativar. De tal modo que tive que ouvir um militante a mandar-me calar para ouvir o discurso do Santana Lopes enquanto eu sussurrava uma conversa com uma colega!

Não é aquela pessoa de quem nos lembraríamos para ajudar num trabalho, mas é aquele gajo porreiro de quem nos lembramos para ir para os copos. Bastou ver o à-vontade com que ficou a conversar com os jornalistas depois de responder às nossas questões e como fez questão de se despedir de todos, um por um. Podem dizer que é graxa, até é capaz de ser. Mas são gestos a que ele não está obrigado, mas que fez questão de cumprir.

Não tão simpática, pelo menos pela amostra que deu é Manuela Ferreira Leite. Tem uma imagem austera e até de antipática. E chegou a sê-lo, quando esteve reunida com os mandatários e os militantes, com os jornalistas. Tudo bem que até poderia estar cansada de estar fechada num auditório durante mais de duas horas, mas os jornalistas também lá estiveram as mesmas horas, a ouvir os mesmo discursos e ainda por cima de pé (moi même!) a gravar discursos de quase uma hora.
Pelo contrário, transmite uma imagem de seriedade e alguma competência (apesar dos tiros no pé que deu enquanto Ministra da Educação e das Finanças). Representa um voto seguro.

Passos Coelho (que tem grande vozeirão, atentem na voz dele) é uma incógnita. É, claramente, o mais novo e é também por aí que os outro candidatos o têm atacado. Apontam-lhe falta de experiência em cargos políticos e isso é algo que os seus apoiantes tentam transformar numa vantagem. É como quem diz, “ele nunca andou à porrada, mas também nunca levou uma sova”. A ideia que dá é que existe muito entusiasmo à volta de Passos Coelho. Talvez ainda não ganhe agora, mas se continuar “à frente dos holofotes da política” daqui a uns anos pode mesmo vir a ganhar qualquer coisa.

Então e em quem votaria caso fosse social-democrata (coisa que, manifestamente, não sou)?

Passos Coelho. Corre-se o risco de ser um “voto no escuro” , isto porque não sabemos ao certo como se vai desenvencilhar quando tiver que travar batalhas com nomes de respeito, mas entre caminhar no arame sem rede (Santana Lopes) e caminhar com rede (Ferreira Leite), mais vale ficar no chão a ver o que fazem os artistas lá em cima…