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A mostrar mensagens de Abril, 2008

Morte, condolências e cabeçadas na parede...

Dei por mim, hoje, a pensar se as pessoas dão as condolências pela morte de alguém porque realmente lamentam a morte dessa pessoa, ou só se é por ser uma "regra social". Acho que se falecesse um familiar meu não quereria ter cerca de várias pessoas, a toda a hora, a dizer "As minhas condolências...".
Primeiro, porque é a única situação em que me recordo em que se pode utilizar a palavra "condolências". Deve andar tudo à espera de arranjar pretexto para utilizar a palavra.
Segundo, porque o facto de receber "condolências" a cada segundo de várias horas que acabam sempre em dias, se não, em semanas de luto não ajudam ninguém a sentir-se melhor.
É como dar uma cabeçada na parede e fazer ferida. E, depois, de cada vez que alguém me disser "as melhoras" o sentimento é de bater novamente com a cabeça na parede e a ferida doer mais.

"Do you want me to want you to suck my c*ck?"

"I need to know that it's possible that two people can stay happy together forever."

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Sem Censura

Ora cá está… o momento por que toda a Humanidade ansiava… não… não foi descoberta vida em Marte. Também não foi descoberta cura para o HIV. E nem o Paulo Portas abandonou a política! Vai estrear, muito em breve, o Sem Censura. O maior espectáculo de variedades radiofónico de sempre!

Não. Minto. É só mesmo um vulgar programa de rádio, mas há que “vender o peixe”! E ainda para mais o meu peixe! Sim, este que vos escrevinha algumas palavras neste preciso momento [como a palavra “encefalisma” que acabaste agora mesmo de ler. Já viste? Estou a falar contigo neste preciso momento. Sim, contigo que estás do outro lado do ecrã do computador… estou mesmo a ver os teus olhos a ler esta frase que estou a escrever agora mesmo. Então? Estás a ler isto ou não? Como é que eu sei? Isso agora…] vai ser um dos elementos do programa. Vai ser um regresso aos tempos do “microfone aberto” do “Informativo ao Contrário” (a.k.a. “a melhor rubrica radiofónica do mundo com entre 3 a 5 minutos”) em que tudo o que…

Vou divorciar-me!*

Parece que agora é mais fácil conseguir o divórcio. Basta que um dos membros do casal queira o divórcio, que o mesmo já é possível.
Mas… agora que, cada vez mais, as pessoas casam menos (tá giro!… “cada vez mais (…) casam menos”) é que se lembraram de facilitar o divórcio?
*Não vou nada. Nem sequer sou casado para o fazer. Era só um título catita para vos chamar a atenção para este post.

Não há paciência…

Uma tarde inteira, em frente à Câmara, na rua, ao frio, à espera que os senhores autarcas dissessem alguma coisa. Tudo isto para, no final, lerem, em poucos minutos, um comunicado e não dizerem, rigorosamente, mais nada.
Uma tarde inteira perdida. Valeu pelas histórias dos colegas mais velhos, que habituados a estas “andanças” já sabem “o que a casa gasta”.
No fim, fiquei com uma afirmação de um colega na memória.

“Como é que as pessoas não hão-de dizer que temos uma boa vida? Passam aqui e vêm estes tipos a não fazer nada!”

Lupe Fiasco

É inevitável o trocadilho... desculpem! Mas, Lupe de Fiasco não tem nada. E para provar isso mesmo aqui está este tema extremamente espectacular... Superstar.

Ossos do ofício

Venham conferências de imprensa chatas, assembleias municipais aborrecidas ou entrevistas a presidentes de Juntas, mas nada nos prepara para um directo do local de um acidente rodoviário.

É um espectáculo (não no melhor sentido da palavra) impressionante de se ver.

Esta profissão permite-nos experiências bem estranhas.

Pastilhame do bom!

Simian Mobile Disco. Um dos projectos mais interessantes da nova vaga francesa da música electrónica. Attack, Decay, Sustain, Release de 2007 traz lá dentro duas pérolas. Sleep Deprivation e Tits & Acid. Prontinhos para arrasarem com a pista de dança.

Ajuntamentos populares

A propósito da completa e extrema idiotice dos espanhóis de Huelva (huelvianos? – dava um bom nome para uma estória de ficção científica!) recordo aqui uma passagem de uma crónica de Miguel Esteves Cardoso, que resume bem a estupidez das pessoas quando se juntam para fazer alguma coisa… como estar à porta de tribunais a manifestar a sua indignação com… com o quê mesmo?
«Não há nada pior que um ajuntamento espontâneo de populares. Juntam-se muito neste país. É para ver quem morreu ou para espancar um desgraçado que matou os filhos e as galinhas. É para jogar à vermelinha ou para comprar Lacostes da treta, que em vez de um crocodilo, têm um sardão das Berlengas. À mínima desculpa os populares, que estão maçados e anseiam distracção, juntam-se. Deveria ser proibido, fora de feiras e romarias. Bem vistas as coisas. Também deveriam ser proibidas as feiras e as romarias, porque já está demonstrado que encorajam o contacto entre pessoas. […]»
Miguel Esteves Cardoso in Os Meus Problemas

A questão de fumar

Somos mesmo um país de tristes. Mas tristes no sentido de atrasados, não na tal tristeza que já faz parte da nossa raiz histórica. Isto a propósito da afamada lei do tabaco que entrou em vigor este ano. Começou bem, com o próprio responsável máximo da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica a ser apanhado a fumar num local proibido.
Hã?! Ai, afinal parece que por aquela altura ainda havia uma indefinição qualquer que não incluía os casinos na lista de locais onde é proibido fumar. Que conveniente…
Depois da anunciada revolução ficou (quase) tudo na mesma. Os cafés, por exemplo, autorizam o acto de fumar sem obedecerem à lei, defendendo-se com sistemas de ventilação completamente ineficazes ou mesmo sem nenhum. Mas, quem é que se lembrou de lançar a lei primeiro e preocupar-se com os pormenores depois? Tipicamente português. O importante é fazer, o resto depois vai-se tratando. Como as nossas obras públicas. O importante é inaugurar, depois vai-se pensando nos acabamentos. Que …

Condutores de primeira.

Detesto profundamente os “condutores de primeira”. Isto é, aqueles senhores que metem a primeira velocidade e pronto… já está! Agora é só deixar-se levar à “estonteante” velocidade de 20 km/h e deixar que a fila de automóveis se forme lá atrás.
Será que estas pessoas sabem que se multa por excesso de velocidade, mas também por ”défice de velocidade”?
E depois o que acontece? Forma-se uma fila enorme atrás. Cada um a tentar a ultrapassar, nervos a serem colocados em franja, e meio caminho andado para que se façam manobras perigosas e o consequente acidente. Mas o “condutor de primeira” lá vai, impávido e sereno, na sua função de foder a vida a quem quer circular pelo menos a 90 km/h.
Depois, têm a noção de que estão a estorvar, mas não fazem o mínimo por facilitar a vida aos outros… Qual encostar, qual quê! Pisca à direita para ultrapassarem? E o gasto de bateria que isso vai dar?
E por falar em gasto, surge-me agora a ideia que estes indivíduos circulem a esta velocidade como forma de po…