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A mostrar mensagens de Março, 2008

Radio addicted

Querem um vício?
Ou melhor... uma droga?
Tem que ser aparentemente saudável?
Então sentem-se à frente de uma mesa de som e de um microfone e levantem a via até as palavras “No ar” se acenderem…
Há lá melhor droga do que esta?!


PS: Não gosto da parvoíce do “bichinho” de que muita gente fala.

Mecânicos = vigaristas?

É uma comparação que não consigo deixar de fazer. Ou, pelo menos, são dois conceitos que não consigo dissociar. Mecânicos. Vigaristas. Quando penso num dos conceitos, invariavelmente, o outro vem coladinho atrás. É o que se passa com os mecânicos, mas também com advogados, políticos, polícias e pessoas extremamente simpáticas. Desculpem, mas eu estou a um pequeno passo de acreditar que já ninguém é extremamente simpático neste mundo. Podem ser simpáticas, mas se exagerarem nesse sentimento (simpatia é sentimento?) sou logo compelido a pensar que me estão a vigarizar. As pessoas extremamente simpáticas que lerem isto que me desculpem.

De qualquer modo, vem isto tudo a propósito do meu início de dia. Que até não foi mau, mas que piorou consideravelmente quando dei à chave no meu carro. Lá está… não pegou. Nem à primeira, nem à segunda, nem à terceira, nem rezando aos santinhos, nem rogando pragas, nem pontapeando o pedal da embraiagem com extrema violência (qual Bruno Alves a jogar futeb…

QREN’s, FEDER’s, INTERREG’s e quejandos

Nas últimas semanas as palavras acima tecladas são da minha convivência diária. Muita reunião, seminário e conferência de imprensa tenho corrido. Ponto comum a quase todas? Além de chatas, como é óbvio (se nunca foram a uma, não queiram ir), só se fala em milhões de euros. Em algumas das propostas que saem dessas reuniões, seminários e conferências de imprensa conseguimos perceber para onde vai esse dinheiro. Barragens, imóveis, infra-estruturas rodoviárias, etc.
Mas depois há os outros (projectos) que têm designações tão estranhas como “plano estratégico de intercooperação supramunicipal e de apoio à requalificação dos serviços qualitativo-estratégicos da sub-região de Couves”. Esta designação é inventada, claro. Embora não exclua que exista uma localidade chamada “Couves” (que bom deve ser mandar alguém para “Couves”!). Mas dá para ter ideia dos nomes que dão a estes projectos que estão avaliados (quase sempre) em valores de sete dígitos (milhões para quem não apanhou). E a questão …

Ele há com cada um...

Este mundo tem gente muito estranha...

Stars

Novo vício musical!



Take me to the riot.




The night starts here

O que estava oculto

Aqui está o resto do popular ditado que foi propositadamente eliminado por quem não nos quer ver singrar na vida...

"Devagar se vai ao longe..." (... só que demora mais tempo!)
Desconfiem sempre de quem vos der este conselho.

Dexter

"Apanhei" hoje, por mero acaso, na 2: um episódio da série "Dexter". Já tinha ouvido falar desta série e lido algumas coisas sobre a mesma, mas nunca tinha visto um único episódio. E, ora bem, fiquei rendido. A ideia de um investigador forense que resolve crimes, mas ao mesmo tempo é um serial killer que limpa o sebo aos maus da fita é nova, mas está ainda melhor desenvolvida. Os episódios são narrados pela personagem principal ("Dexter"), contando-nos o que pensa, o que teme, o que odeia. E não deixa de ser estranho como são quebradas as regras: aqui o bom da fita faz coisas... maléficas (leia-se, mata gente!) e nós (espectadores) achamos bem.
O que considero interessante nesta série é o facto de o próprio Dexter saber que tem os dias contados como assassino em série. Isto é, o próprio sabe que, mais cedo ou mais tarde, será apanhado e punido. O que cativa o espectador é vê-lo a evitar esse fim. Uma série absolutamente a não perder... o que não vai ser o …

Quando for grande...

... quero trabalhar aqui!

Creamfields '08

Não sei se este ano vai haver uma edição deste festival em Portugal, mas com este alinhamento do caraças, bem que podiam cá voltar!

Cajuda a treinador!

Cajuda! Cajuda! Cajuda! Cajuda! Cajuda! Cajuda! Cajuda!
É para quem vai o meu voto (isto se eu pudesse decidir alguma coisa, claro!) Não me inspirava confiança enquanto treinador, mas depois de ver uma participação dele no programa "Trio de Ataque", e constatar os factos (assumiu o comando da equipa na Liga de Honra, levou-a à subida, e agora está a fazer a época que se sabe) fiquei convencido. Por isso, o meu voto vai para ele!
De resto, não gosto do Carvalhal, o Jesus não me inspira confiança, um treinador estrangeiro teria que se ambientar à realidade do nosso campeonato e futebol e o Mourinho... bem, para esse não há €!

Constatação

Há mais de um ano que não sabia o que era acordar antes das 11 de manhã!!!

(E como eu gostaria de continuar na ignorância…)

Imobiliárias on dope!

300€ por um T1 novo em Bragança?
No interior do país?
Numa das zonas mais pobres de Portugal?
Onde o poder de compra é dos mais baixos?
Onde há cerca de 0 quilómetros de auto-estrada?
Onde é mais fácil sintonizar os canais televisivos espanhóis do que os portgueses?
Num país onde o salário mínimo é 420 e tal euros e o médio 600 e tal?

“A vista é bonita!”

A vista é espectacular, mas mais espectaculares são as drogas que a senhora anda a tomar…

Space Sex

Todos os dias (bem… talvez nem todos, mas frequentemente) surgem notícias sobre as futuras viagens ao espaço, agora enquanto viagens de turismo. E, volta e meia, a criação de hotéis no espaço, onde se poderá passar umas férias relaxantes observando o planeta Terra lá do alto. O homem colocou os pés na Lua em 1969. Já uns anos antes tinha conseguido colocar-se no espaço. Nos últimos anos andam lá por cima a construir a Estação Espacial Internacional (acho que é assim que se chama) e onde convivem durante vários meses astronautas de diferentes nacionalidades a fazer experiências que, dizem eles, contribuem para o progresso da Humanidade. E é assim que chego aonde queria chegar. Tantos anos lá por cima, tanta experiência feita e nunca se ouviu falar de sexo no espaço? Será que não existe? Vamos lá para cima e, deslumbrados pela paisagem, esquecemo-nos por completo do sexo (logo os homens que pensam em sexo não sei quantas vezes por dia ou de não sei quantos segundos em não sei quantos se…

Python (Monty)

Imagem
Há umas semanas atrás tive oportunidade de ir ver “Os melhores sketchs dos Monty Python” no Coliseu do Porto. E o que há a dizer sobre este espectáculo é que é imperdível. Se tiverem oportunidade de o irem ver não hesitem. Mesmo que sejam fãs dos originais (dos sketchs), não temam não gostar, porque isso é difícil acontecer. A adaptação dos textos está muito bem conseguida (ou não tivesse sido feita pelo Nuno Markl) e a ideia original dos sketchs não se perde na adaptação.
Depois vem a interpretação dos actores/humoristas. Bastava dizerem-me que o Miguel Guilherme, o João Pedro Gomes e o António Feio estavam metidos no projecto para me convencerem a ir ver o espectáculo. O Bruno Nogueira tem crescido (e de que maneira – como me arrependo de não ter visto o espectáculo dele a solo…) no mundo da comédia (impecável no sketch do concurso televisivo “Martelada na cabeça”) e o Jorge Mourato (por quem não nutro particular simpatia) também se revela à altura dos colegas. Os sketchs são interv…

O ponto da situação

Não nutro particular apreço por assessores de comunicação (ou uma das dezenas de nomes que lhe podem ser chamados, onde se incluem "filho da put*!", "cabrão do caralh*" ou o meu favorito "boi!").
Não me fizeram mal nenhum... quer dizer, muitas vezes não me ajudaram a fazer o meu trabalho e, consequentemente, não fizeram o trabalho deles (ou então o trabalho deles era precisamente não me deixar fazer o meu trabalho... também pode ser visto nesta óptica). Conheci assessores muito simpáticos e prestáveis. Alguns até me tratam como se fosse da família...
Outros estão próximos daquilo a que se chamam amigos (repito, "próximos"), mas a grande maioria deixa muito a desejar. Neste site encontrei um interessante "desabafo" de António Barreto. Desde que tive de ler, em poucos dias, a obra Tempo de Incerteza (um retrato da evolução da sociedade portuguesa desde o 25 de Abril até ao início do séc. XXI e que me parece estar na génese do documentári…

The next best new thing...

... bem podem ser os The Wombats. Não ponho as mãos no fogo por eles, mas o álbum (A Guide to Love, Loss & Depression - belo nome!) é muito interessante e próprio para abanar os ossos numa qualquer pista...


Esta é uma das melhores do álbum.



Moving to New York - The Wombats

Ora aqui está uma grande verdade...

Uma passagem que me chamou a atenção na reportagem da Visão (ver post abaixo).
"Num país de microempresas, predominam empregadores que, na maioria dos casos, têm, aos 50 anos, a escolaridade típica do Portugal de há três décadas: 4 ou 6 anos de escolaridade. Esta realidade – chamada de «conspiração grisalha» por Francisco Ribeiro Mendes, ex-secretário de Estado de António Guterres – é, para António Dornelas, uma «barreira natural à integração dos jovens»."
in Visão

"Geração em saldo"

De há uns tempos para cá o tema das condições de vida que os jovens licenciados enfrentam actualmente entrou definitivamente na agenda da Comunicação Social. A TSF fez uma grande reportagem sobre o tema, a TVI uma reportagem sensacionalista a puxar à lágrima que infelizmente não consegui ver, e agora chegou a vez da Visão. "Geração em Saldo" é o nome da peça que saiu nas páginas da revista desta semana. Vale a pena dar uma leitura. Muitos de nós vamo-nos rever naqueles testemunhos.
Aqui está um excerto:

"Ó São Precário, protegei-nos a nós, precários da Terra, fazei com que nos paguem subsídio de maternidade, protegei as funcionárias dos centros comerciais, os anjos dos call center, concedei aos falsos trabalhadores independentes subsídio de férias e reforma, rendimentos para todos e serviços gratuitos, livrai-os dos despedimentos malignos.» A oração ao São Precário continua e poderia dar para rir não fosse tão sério o fenómeno que afecta milhares de pessoas em toda a Euro…

Primeiro e Terceiro Mundo: Como descobrir onde estamos numa viagem de metro.

Actualização: Ora porra, afinal o vídeo foi feito em Paris. Mas as considerações feitas abaixo mantêm-se...
Por cá, temos direito aqueles senhores que andam com um acordeão a tocar durante as viagens. Isto no Metro de Lisboa, porque no do Porto não há cá musicatas ao vivo. De qualquer modo, sempre dá para animar o dia, se estivermos tristes ou irritar-nos ainda mais se estivermos cansados...
Ora, se nós somos cada vez mais caminhamos para o Terceiro Mundo, os Estados Unidos [França!!!] continuam a ser do Primeiro Mundo. Estas diferenças têm que se notar em algum lado. No vídeo abaixo dá para perceber a diferença. Nos cá temos um valoroso acordionista a tocar centenas de vezes o mesmo reportório. Eles, lá, têm direito a um concerto com várias vozes e a revisitar clássicos da pop music...


Concert sauvage dans le métro !
by lapapsprod